Emersão Petit Verdot

Vinho Tinto Brasileiro Emersão Petit Verdot 2019

Safra 2019 - 750 ml
Serra do Sudeste (Mariana Pimentel) - Brasil
Duplo Ouro - Wines of Brazil Awards
Uva(s):
Petit Verdot,
Harmonização:
Carne suína, Risoto à carbonara, Culinária mediterrânea, Culinária ibérica,
Ocasiões:
Degustar devagar, Montanha e lareira, Petit comité,
Amadurecimento:
6 meses em barricas de carvalho.
Temperatura de serviço:
18 °C
Teor Alcoólico:
13.0 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Até 10 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Equilibrado
Aromas
e sabores
Baunilha
Frutas vermelhas
Geleia de frutas
Especiarias doces
Associados
R$ 148,50
R$ 165,00
4x R$ 41,25 sem juros
Ou R$ 156,75 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 148,50 por unidade
6 Unidades = R$ 141,90 por unidade
Informações sobre este rótulo
Você conhece a história do “lobo solitário” Renato Cárdenas? Caso ainda não tenha ouvido falar dele, saiba que esse engenheiro mecânico está desbravando um novo terroir de vinhos no Brasil, próximo ao litoral gaúcho, com apenas 200 metros de altitude sobre o nível do mar. Recentemente tive o privilégio de passar uma tarde conversando com ele sobre a história de sua família e a motivação que o levou a cultivar uvas finas em uma região onde isso nunca havia sido feito antes. Tal conversa saudosa acabou servindo de inspiração para a produção deste conteúdo inédito, que, espero eu, talvez sirva como uma espécie de estímulo para outros desbravadores da vitivinicultura em nosso país.

Renato é filho da brasileira Luana Korpalski Cárdenas e do peruano Luis Renato Cárdenas Santander. A história da família começou quando Luis veio ao Brasil para estudar com apenas 20 anos de idade, época em que acabou conhecendo Luana e decidiu nunca mais voltar a morar em seu país de origem. Anos mais tarde, em 1975, Luis adquiriu uma propriedade de 49 hectares em Mariana Pimentel, pequeno município do Rio Grande do Sul, com o intuito de construir um refúgio de tranquilidade próximo da natureza para sua família. Essa região brasileira, que fica a mais ou menos 1 hora de carro em direção ao sudoeste de Porto Alegre, sempre foi uma grande produtora de batata-doce e nunca teve tradição no cultivo de videiras, pelo menos não até a chegada dos Cárdenas por aquelas bandas.

No ano de 2005, ocorreu nessa região um incentivo por parte da prefeitura para que sua população começasse a cultivar uvas, como uma tentativa de fortalecimento da economia regional, que sempre esteve fortemente atrelada à zona rural. No entanto, a visão da época estava direcionada para o plantio de uvas de mesa, que depois serviriam como matéria-prima para produção de suco. Foi aí que Renato Cárdenas pensou fora da caixa e, já em 2006, decidiu iniciar o cultivo de uvas finas da espécie vitis vinifera na propriedade de sua família. À princípio, os Cárdenas fizeram um teste com mais de 60 castas diferentes, desde variedades internacionais famosas até cepas mais exóticas da Grécia e Geórgia. A partir desse “teste de uvas”, como disse o próprio Renato, eles puderam identificar quais foram aquelas que melhor se adaptaram ao terroir da região. Segundo ele lembrou em nosso bate-papo, Montepulciano, Carménère, Malbec e Saperavi foram algumas que se destacaram naquele período, porém, por uma escolha comercial, acabaram não sendo escolhidas na continuidade do projeto.

Somente quatro anos depois do início dos testes, em 2010, eles fizeram a primeira implantação dos vinhedos que iriam gerar os vinhos Cárdenas. Pode-se dizer que o início do projeto vitivinícola de Mariana Pimentel ocorreu de fato nesse momento e as castas escolhidas foram: Tannat, Merlot, Syrah, Riesling Itálico, Chardonnay, Pinot Noir e Petit Verdot. Além da seleção de uvas propícias para o novo e inexplorado terroir, perguntei também para o Renato sobre quais seriam os atributos geográficos de Mariana Pimentel mais relevantes para a viticultura de alto padrão. A resposta foi precisa e franca: solo granítico (pobre em nutrientes, forçando a raiz a ir mais fundo), influência oceânica (ocasionando grande amplitude térmica), forte presença de morros (garantindo inclinação nos vinhedos para boa drenagem de água da chuva) e baixa precipitação anual. Ao que me parece, a pequena grandiosa Mariana Pimentel tem uma vocação natural para produção de uvas finas e, o melhor de tudo, é que agora você poderá testar isso através dos vinhos Cárdenas. Um brinde ao desbravamento do inexplorado!

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados


Newsletter

Receba nossas novidades e promoções por email