Capella dos Campos Pinot Noir

Vinho Tinto Brasileiro Capella dos Campos Pinot Noir 2020

Safra 2020 - 750 ml
Campos de Cima da Serra - Brasil
Uva(s):
Pinot Noir,
Harmonização:
Antepastos, Bruschettas, Tábua de frios, Queijos leves,
Ocasiões:
Dia-a-dia, Tarde de picnic, Assistindo um filme,
Amadurecimento:
Poucos meses em tonéis de aço-inox.
Temperatura de serviço:
16 °C
Teor Alcoólico:
13.0 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Até 5 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Leve
Aromas
e sabores
Frutas negras
Frutas vermelhas
Flores
Mineral
Associados
R$ 62,91
R$ 69,90
4x R$ 17,48 sem juros
Ou R$ 66,41 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 62,91 por unidade
6 Unidades = R$ 60,11 por unidade
Informações sobre este rótulo

O assunto de hoje é Campos de Cima da Serra e os pioneiros que estão dando forma a sua cultura regional do vinho. Essa é uma das zonas vitivinícolas brasileiras mais elevadas, com altitudes que variam de 900 a 1.100 metros sobre o nível do mar. Apesar de estar localizado no Rio Grande do Sul, esse terroir se assemelha bastante ao de São Joaquim e Urubici, em Santa Catarina, com explícita vocação para vinhos brancos e tintos leves. De acordo com Mauro Celso Zanus, pesquisador de enologia da Embrapa, em função das temperaturas diurnas e noturnas serem mais baixas, as videiras dessa região têm um ciclo vegetativo mais longo, brotam mais tarde e são colhidas cerca de 30 e 45 dias posteriormente às demais regiões do Rio Grande do Sul. “Os metabolismos primários (açúcares e ácidos orgânicos) e secundários (pigmentos e precursores aromáticos) dos frutos são mais lentos e diferenciados”, segundo o pesquisador. Esse conjunto de fatores resulta em vinhos cuja elegância é o fator mais marcante, com alta complexidade de delicados aromas e sabores. Fazendo um paralelo com regiões consagradas do mundo dos vinhos, podemos dizer que Campos de Cima da Serra é uma espécie de “Borgonha brasileira”.

Encantada por esse terroir distinto, a família Lemos de Almeida decidiu iniciar a construção de sua vinícola na região em 2005. As primeiras mudas de videiras foram plantadas no ano de 2009 e a primeira colheita ocorreu apenas em 2012. Essa bela propriedade de 12 hectares chama-se Fazenda Santa Rita, onde são cultivadas as castas francesas Pinot Noir, Chardonnay, Merlot e Sauvignon Blanc, além das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alvarinho e Verdelho, sendo esta última inédita no Brasil. O principal motivo da aposta em cepas tradicionais portuguesas foi um resgate às raízes lusitanas da família. Localizada na cidade de Muitos Capões, esta é a única produtora com características açorianas no Brasil, que ao receber seus visitantes celebra a arte, a arquitetura, a história e a cultura de suas origens nos Açores.

O fundador e proprietário é o senhor Agamenon Lemos de Almeida, que conduz a operação da vinícola com a ajuda de sua filha Bibiana. Juntos, eles formataram cada detalhe do projeto para que se tornasse uma ode ao passado. Desde a arquitetura até os objetos de decoração, tudo foi pensado para abrir uma nova página do legado açoriano no Brasil. O prédio da unidade de produção contornado pelos vinhedos é uma réplica da Casa da Alfândega de Florianópolis. São 1.175m² de construção decorados com quadros dos artistas plásticos Jesus Fernandes e Carlos Rigotti, além de dezenas de painéis de azulejos e os clássicos trabalhos em renda de bilro. Na cave existe também um imenso mural com os nomes das tradicionais famílias que formaram a identidade do povo gaúcho. Esse é mais um exemplo de bom gosto e investimento no fortalecimento da cultura do vinho nacional. Deguste um vinho Lemos de Almeida e boa viagem no tempo pra você.

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados

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