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Château Molhière Terroir des Ducs

Vinho Tinto Francês Château Molhière Terroir des Ducs 2017

Safra 2017 - 750 ml
Sud-Ouest (A.O.C. Côtes de Duras) - França
91 pontos - Revista Adega
Uva(s):
Merlot, Cabernet Sauvignon,
Harmonização:
Lasanha vegetariana, Carne suína, Culinária francesa, Carne de caça,
Ocasiões:
Presentear alguém, Almoço em família, Quem aprecia clássicos,
Amadurecimento:
Pouco menos de 1 ano em tonéis de aço-inox.
Temperatura de serviço:
18 °C
Volume:
750 ml
Tipo
Tinto
Corpo
Equilibrado
Aromas
e sabores
Frutas negras
Flores secas
Especiarias doces
Herbáceo
Associados
R$ 145,80
R$ 162,00
4x R$ 40,50 sem juros
Ou R$ 153,90 à vista no boleto
Compre 4 unidades e pague R$ 145,80 por unidade
Compre 6 unidades e pague R$ 139,32 por unidade
Informações sobre este rótulo

Para se conhecer a vitivinicultura do sudoeste francês, é preciso conhecer sua história. Como aconteceu em diversas outras partes da Europa, o cultivo de vinhas nessa área foi gradualmente estabelecido durante a conquista do Império Romano. No entanto, foi durante a Idade Média que uma rota de peregrinação acabou mudando para sempre o desenvolvimento da cultura do vinho na região.

Essa história começa no país vizinho, Espanha, quando no século IX ocorreu a fundação da cidade de Santiago de Compostela e, anos mais tarde (no século XII), concluiu-se a construção de um templo importantíssimo para o catolicismo europeu: a Catedral de Santiago de Compostela. Acredita-se que ali esteja o sepulcro do apóstolo Santiago Maior, por conta disso, o Papa Alexandre III chancelou a cidade como local sagrado para a Igreja Católica. Isso fez com que uma verdadeira legião de fiéis peregrinasse de todas as partes da Europa até essa área na costa oeste do norte espanhol. Essas rotas de peregrinação ficaram conhecidas como “Caminhos de Santiago” e acabaram se tornando algumas das mais concorridas da Europa medieval, ficando atrás apenas dos trajetos que levavam às cidades de Roma e Jerusalém. Atualmente os Caminhos de Santiago são considerados Patrimônio Mundial da UNESCO e muitas pessoas ainda os percorrem, mesmo não sendo por motivos religiosos.

Quando se observa o mapa desse roteiro católico, mesmo considerando os mais variados locais de origem de toda a Europa, é fácil perceber que o sudoeste francês é praticamente um ponto de intersecção obrigatório. Some isso ao fato que desde a Idade Média existem multidões percorrendo esse roteiro em peregrinação. Posto isto, não fica difícil entender o motivo que levou ao florescimento de diversas abadias e mosteiros nessa área, com o intuito de acolher e alimentar os peregrinos. Essas mesmas comunidades religiosas desenvolveram a cultura da vinha do sudoeste francês, lembrando que em diversas ocasiões era mais seguro beber vinho do que a própria água nos idos dos tempos medievais.

Com o passar do tempo, os Caminhos de Santiago e outros trajetos comerciais (como as rotas jacobinas durante a Revolução Francesa) se tornaram essenciais para a difusão de castas, exportando variedades indígenas do sudoeste e importando outras castas. Acredita-se inclusive que foi a partir disso que se carregou a Cabernet Franc para as regiões mais ao norte de Bordeaux e para as terras do Vale do Loire.

Para que você prove um pouquinho dessa história secular, selecionei o Château Molhière Terroir des Ducs, elaborado pela família Blancheton na denominação A.O.C. Côtes de Duras. Um vinho que carrega consigo complexidade e notas rústicas típicas, revelando-se um estandarte simbólico do sudoeste francês. Santé!

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados

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