Manieri Negroamaro I.G.T. Salento

Vinho Tinto Italiano Manieri Negroamaro 2017

Safra 2017 - 750 ml
Puglia - Itália
Uva(s):
Negroamaro,
Harmonização:
Carne vermelha, Carne de caça, Cordeiro, Culinária ibérica,
Ocasiões:
Petit comité, Montanha e lareira, Degustar devagar,
Amadurecimento:
Pouco menos de 1 ano em barricas de carvalho.
Temperatura de serviço:
18 °C
Teor Alcoólico:
13.5 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Até 10 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Encorpado
Aromas
e sabores
Baunilha
Geleia de frutas
Especiarias doces
Chocolate
Associados
R$ 140,40
De R$ 168,00
R$ 156,00
4x R$ 39,00 sem juros
Ou R$ 148,20 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 140,40 por unidade
6 Unidades = R$ 134,16 por unidade
Informações sobre este rótulo

Hoje quero lhe pedir licença para expressar uma abordagem pessoal relativa ao desenvolvimento dos vinhos da Puglia. Vamos conversar sobre assuntos pouco discutidos a respeito da vitivinicultura italiana, mas ao mesmo tempo importantes para entendermos mais profundamente os estilos regionais desse país.

Apesar da Itália ser amplamente reconhecida em todo o mundo pela qualidade de seus vinhos, nem todos têm essa mesma impressão dos exemplares da Puglia. Essa região predominantemente agrícola no sul do país (o calcanhar da bota) sofre com alguns estigmas do passado, inclusive por parte de alguns italianos. Por ser financeiramente mais pobre que as luxuosas áreas do norte da Itália, sempre existiu certo preconceito com “aquilo que vem do sul da bota”. Para muitas pessoas de dentro e de fora da Itália, os produtos do norte são rebuscados, elegantes e mais valiosos, enquanto os do sul são simples, rústicos e sem tanto valor.

No entanto, em minha opinião, isso é somente mais um preconceito bobo mesmo. Sabe aquele pensamento malicioso e desprovido de análises aprofundadas daqueles que ainda dizem que “vinho brasileiro não presta”? Então, é mais ou menos por aí o que eventualmente ocorre com a Puglia. A realidade é diferente daquilo que alguns tanto gostam de pregar. Tanto a vitivinicultura brasileira como a da Puglia vêm passando por transformações profundas ao longo dos últimos anos. Apesar de lá eles terem muito mais tempo ligados à cultura do vinho, somente em épocas mais recentes o direcionamento pela qualidade se fez mais presente. É claro que tanto o Brasil como a Puglia ainda têm seus produtos voltados para as massas, e ainda terão por um bom tempo, mas isso não anula os projetos mais rebuscados que vêm se consolidando nesses dois gigantes.

A gente consegue enxergar esse processo evolutivo através da história de algumas produtoras da Puglia e do Brasil. Aqui existe o caso da Cave de Sol, que fez fortuna produzindo vinhos suaves de mesa em Jundiaí (SP) e agora acabou de construir uma das mais luxuosas vinícolas no coração do Vale dos Vinhedos (RS), com o intuito de produzir vinhos finos. Já na Puglia, eu chamo a atenção para a produtora Rocca, que iniciou sua história no final do século XIX, com Francesco Rocca produzindo vinhos a granel. Hoje, a quinta geração da família Rocca se consolida na produção de vinhos de alta qualidade dentro das principais indicações geográficas da Puglia. Quase ia me esquecendo de lhe contar...por um capricho do destino, a família Rocca também se tornou o principal acionista da histórica vinícola Dezzani no Piemonte, norte da Itália.

Como é legal perceber e aceitar as mudanças na trajetória dos produtores de vinho. Aqueles que sobrevivem ao passar do tempo, quase sempre tem algo de bom pra mostrar. Quem vive de passado é museu, só me interessa contemplar sem preconceitos a evolução da cultura do vinho e estar de peito aberto para as descobertas que eu ainda não vivi pra contar.

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados

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