Javascript - Habilite o javascript em seu navegador para poder logar e utilizar o site.
Blinking light Poste

Assemblage • Safra 2017 • Vinho

Corpus del Muni Roble

Bodegas del Muni

Castilla-La Mancha • Espanha • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Garnacha, Merlot, Petit Verdot, Syrah, Tempranillo.
Harmonização: Carnes de caça, Carnes vermelhas, Massas, Queijos maturados.
Ocasiões: Degustar devagar, Para curiosos, Presentear alguém.
Envelhecimento: 6 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 14,5 %
Volume: 750 ml

de R$108,00 por

R$ 98,00
Associado do Clube

R$88,20


CONHEÇA O CLUBE

Na seleção Liberté de fevereiro do Clube Vinhos de Bicicleta decidi fazer uma homenagem aos cortes do mundo do vinho e, consequentemente, à inventividade de seus criadores enólogos. Por coincidência, ou não, na noite de ontem acabei tendo um sonho estranho e familiar ao mesmo tempo. Foi um sonho que remetia a minha infância, no qual eu estava brincando com meu primo e alguns cachorros, bem ali no jardim da casa de meu falecido avô, em Guaratinguetá minha cidade de nascença. Decidi mencionar o sonho neste texto porque, em minha humilde opinião, os enólogos precisam resgatar esse mesmo tipo de criatividade para criarem seus vinhos de corte. É preciso que a parte criança desses profissionais aflore, que seus sentidos estejam curiosos como os de um aprendiz, que sua liberdade de imaginar esteja aguçada e que sua intuição fale mais alto que o seu comodismo. No final do processo, o estudo de enologia ainda terá uma relevância enorme, mas o que seria desse estudo sem o brilhantismo mais infantil e natural do imaginário dos enólogos.

O vinho de corte que escolhi para homenagear esse estilo de vitivinicultura foi o Corpus del Muni Roble, criado pelo grande enólogo José Sánchez Barba Caminero, profissional com mais de 30 anos dedicados ao mundo dos vinhos. Esse rótulo é um corte inesperado de 5 castas tintas cultivadas em Castilla-La Mancha, cada uma complementando o vinho com sua respectiva essência. A Tempranillo entra com seus aromas e sabores marcados de fruta vermelha madura, a Syrah contribui com toques especiados e intensidade de estrutura, a Merlot traz equilíbrio para o blend, como se fosse uma espinha dorsal do vinho, já a Garnacha colabora com o frescor da fruta, além de toques de especiarias doces, e, por fim, a Petit Verdot finaliza a mistura de castas com seus taninos potentes e identidade definida. Um brinde ao lado inventivo dos enólogos, que eles continuem surpreendendo nossas sensações como acontece em um sonho da infância.

 

Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados