A. de Coligny Gamay

Vinho Tinto Francês A de Coligny Gamay 2019

Safra 2019 - 750 ml
Borgonha (A.O.P. Coteaux Bourguignons) - França
Uva(s):
Gamay,
Harmonização:
Aves, Carne suína, Risoto de cogumelos, Carne vermelha,
Ocasiões:
Almoço em família, Noite entre amigos, Para curiosos,
Amadurecimento:
Poucos meses em barricas de carvalho.
Temperatura de serviço:
16 °C
Teor Alcoólico:
12.5 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Até 10 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Equilibrado
Aromas
e sabores
Frutas vermelhas
Geleia de frutas
Flores
Chocolate
Associados
R$ 116,10
De R$ 152,00
R$ 129,00
4x R$ 32,25 sem juros
Ou R$ 122,55 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 116,10 por unidade
6 Unidades = R$ 110,94 por unidade
Informações sobre este rótulo

Você conhece a uva Gamay? Talvez já tenha ouvido falar de Beaujolais Nouveau, o vinho mais famoso, leve, frutado e refrescante feito com ela, justamente na região de Beaujolais. No entanto, hoje o papo será sobre outro estilo de vinho elaborado com Gamay, mais precisamente na região da Borgonha. Antes de falarmos sobre o vinho em si, vamos conversar a respeito da história dessa casta, pois isso ajudará a interpretar melhor os vinhos modernos produzidos com ela.

Acredita-se que a Gamay apareceu pela primeira vez em 1360, ao sul da cidade de Beaune, considerada o “coração dos vinhos da Borgonha”. Se Dijon é a atual capital administrativa da região, Beaune seria algo como a capital fraterna, recheada de bons restaurantes, bons produtores de vinho e lindos cenários bucólicos. Por volta do ano de 1360, a Peste Negra já estava em declínio, mas a população local havia sofrido muito com essa pandemia. Como a produção de uvas e vinho sempre foi importante para a Borgonha, naquele período a população encontrou na Gamay uma solução comercial engenhosa, já que era mais produtiva e fácil de cultivar que a Pinot Noir. Os frutos de Gamay amadureciam duas semanas antes e os vinhos elaborados com eles eram mais intensos, tânicos e, por causa da alta produtividade da cepa, abundantes.

Anos mais tarde, em julho de 1395, o duque da Borgonha Filipe, o Ousado, proibiu o cultivo dessa uva referindo-se a ela como “desleal, de grande e horrível aspereza”. Segundo ele, era preocupante a ocupação de vinhas de Gamay em terras onde deveriam ser cultivadas vinhas da “mais elegante” Pinot Noir. Sessenta anos depois, Filipe, o Bom, emitiu outro despacho contra a variedade, afirmando que “os duques de Borgonha sempre foram conhecidos como os senhores dos melhores vinhos da cristandade” e a Gamay prejudicaria a manutenção dessa reputação.

Ainda bem que os anos passaram, a argumentação evoluiu e as regras mudaram. Apesar da Pinot Noir continuar sendo a rainha da Borgonha (e sempre será), hoje é permitido o cultivo de Gamay na região. Mais do que isso, com a ajuda do conhecimento e da tecnologia moderna, vêm sendo produzidos vinhos interessantes com ela, que vão muito além do Beaujolais Nouveau. Atualmente os produtores conseguem usar os sabores frutados e a intensidade tânica dessa cepa em benefício do potencial de guarda da bebida, agregando estrutura e complexidade aos vinhos. As vinícolas contemporâneas da Borgonha, de Beaujolais e do Vale do Loire não se restringem mais a utilizar a Gamay somente por conta de sua alta produção de frutos. Agora existem denominações de origem locais que limitam essa produtividade e produtores cujo objetivo é a qualidade de seus rótulos.

Nem só de Pinot Noir vive a Borgonha! Vamos experimentar algo diferente?

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados 

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