Demoiselle de Maison Blanche

Vinho Tinto Francês Demoiselle de Maison Blanche 2016

Safra 2016 - 750 ml
Bordeaux (A.O.C. Haut-Médoc) - França
Uva(s):
Cabernet Sauvignon, Merlot,
Harmonização:
Carne suína, Risoto à carbonara, Culinária francesa, Culinária ibérica,
Ocasiões:
Montanha e lareira, Petit comité, Degustar devagar,
Amadurecimento:
12 meses em barricas de carvalho.
Temperatura de serviço:
18 °C
Teor Alcoólico:
13.0 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Acima de 10 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Equilibrado
Aromas
e sabores
Baunilha
Geleia de frutas
Herbáceo
Chocolate
Associados
R$ 136,80
R$ 152,00
4x R$ 38,00 sem juros
Ou R$ 144,40 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 136,80 por unidade
6 Unidades = R$ 130,72 por unidade
Informações sobre este rótulo

Do ponto de vista histórico, cultural e comercial, um dos principais redutos do mundo do vinho é Bordeaux, na França. Existe uma real fascinação de grandes mercados internacionais pelos elegantes vinhos produzidos nessa região. Aliás, acho legal citar uma curiosidade: no ano de 2013 foi produzido um documentário no qual o tema principal é o êxtase dos consumidores de alto padrão chineses com os vinhos franceses, incluindo os de Bordeaux. Caso lhe interesse, o nome do documentário é “Red Obsession”. Como o território de Bordeaux é extenso e sua capacidade produtiva é elevada, nós, meros mortais, também podemos nos deliciar com alguns achados de lá. É preciso garimpar bastante, pois a relação custo-benefício nem sempre é das mais vantajosas, afinal estamos falando de uma das regiões do vinho mais famosas e cobiçadas do planeta. Ainda assim é possível encontrar rótulos interessantes de produtores familiares a preços razoavelmente acessíveis.

Sob a perspectiva dessa comparação direta entre valor e qualidade da bebida, uma das sub-regiões de Bordeaux que repetidamente me traz boas experiências é Haut-Médoc. No entanto, esse local nem sempre teve vocação para a produção de vinhos. Durante extenso período de sua história, os aproximados 60 km de diâmetro de Haut-Médoc eram pântanos salgados usados quase que exclusivamente para pastagem de animais. Somente no século XVII, que mercadores holandeses iniciaram um ambicioso projeto de drenagem para converter o pântano em terra para viticultura. A intenção desse projeto era oferecer novas alternativas para o mercado consumidor britânico (o principal da época) e confrontar os portugueses, que estavam dominando o mercado. O projeto foi um sucesso e no século XIX essa parte da margem esquerda do Estuário de Gironde já figurava como uma das áreas mais prósperas da França.

Haut-Médoc possui um terroir consagrado e denominações de origem que hoje são verdadeiras pérolas do universo vitivinícola, entre elas estão: Saint-Julien, Pauillac, Saint-Estèphe e Margaux (onde está localizado o ilustre Château Margaux, cujas garrafas chegam a custar alguns milhares de reais). Já as principais cepas da região são Merlot, Petit Verdot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, sendo que esta última corresponde a mais da metade dos vinhedos cultivados por lá, ou seja, é a grande estrela local.

Um produtor de Haut-Médoc digno de referência é o charmoso Château Maison Blanche, com destaque para o rótulo Demoiselle de Maison Blanche. Essa vinícola boutique foi construída em 1832 e recebeu a distinção oficial de “Cru Bourgeois” em 1932. É interessante salientar que antes de ser adquirido pela família Bouey em 1998, o château havia sido passado de geração em geração por uma linhagem somente de mulheres. Seus vinhos carregam consigo elegância, estrutura e terroir, três elementos-chave quando o assunto é Haut-Médoc. Santé!

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados


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