Manz Penedo do Lexim

Vinho Tinto Português Manz Penedo do Lexim 2018

Safra 2018 - 750 ml
Lisboa - Portugal
Uva(s):
Touriga Nacional, Aragonez,
Harmonização:
Lasanha vegetariana, Aves, Queijos maturados, Risoto de cogumelos,
Ocasiões:
Tarde de picnic, Almoço em família, Assistindo um filme,
Amadurecimento:
Poucos meses em tonéis de aço-inox.
Temperatura de serviço:
18 °C
Volume:
750 ml
Tipo
Tinto
Corpo
Leve
Aromas
e sabores
Frutas negras
Frutas vermelhas
Flores
Mineral
Associados
R$ 59,40
R$ 66,00
4x R$ 16,50 sem juros
Ou R$ 62,70 à vista no boleto
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Informações sobre este rótulo

A ascendência deste vinho é improvável e peculiar, assim como a trajetória de seu criador, o caiçara de Caraguatatuba André Manz. Enquanto ainda jovem, André se formou em educação física e iniciou sua carreira de goleiro no Esporte Clube Taubaté. Logo fez algum sucesso como profissional, jogou o campeonato cearense e, na década de 1980, almejando um destaque ainda maior nos campos, aceitou um convite para jogar em Portugal. No entanto, logo em seu primeiro ano pelas terras lusitanas acabou quebrando o pulso em um acidente. Foi então que o jovem goleiro precisou abdicar de seus planos futebolísticos e, como uma saída para manter sua renda, decidiu empreender no ramo da ginástica aeróbica coreografada nas academias europeias. Seu negócio acabou dando muito certo e, anos mais tarde, já sendo reconhecido como um empresário de sucesso, adquiriu uma propriedade na freguesia de Cheleiros, na região de Lisboa.

É importante ressaltar nesta história que a freguesia de Cheleiros teve um passado de glórias no mundo vitivinícola, porém em épocas mais recentes a cultura do vinho não estava mais tão viva por lá. O motivo por trás dessa circunstância é o modus operandi do mundo moderno, no qual boa parte da população de Cheleiros não quis mais seguir o caminho das gerações passadas. Muitos acabaram se mudando de lá, em busca de melhores oportunidades em cidades mais turísticas ou industrializadas. Mal sabia o empresário André Manz que sua vinda para Cheleiros acabaria transformando esse cenário e, de certa forma, ajudando a reascender a tradição do vinho na região.

Em um primeiro momento, sua ideia era apenas construir um novo escritório para suas empresas nos arredores de Lisboa. A partir desse plano, ele encontrou uma propriedade de 5 mil metros quadrados chamada Pomar do Espírito Santo, que estava completamente abandonada, com antigos vinhedos e grandes muros de pedra corroídos pelo tempo. Antes que tudo fosse substituído pelas novas instalações de suas empresas, André decidiu revitalizar e estudar o passado daquela terra. Chegou até a descobrir uma cepa branca chamada Jampal, tida como extinta em Portugal, que, por acaso, estava ali plantada em seu quintal praticamente. Inclusive, para conseguir identificar a casta e conhecer sua história, foi preciso enviar amostras dessa uva para uma universidade de enologia.

Reverenciando as tradições mais antigas daquele local, ele decidiu buscar ajuda e vinificar as uvas de suas vinhas para consumo próprio, sem grandes pretensões. Através da vinificação como hobby, André enxergou potencial naquele terroir e assim o projeto do novo escritório deu lugar à criação de uma vinícola. Essa feliz mistura de respeito ao legado e visão de futuro trouxe uma energia nova à freguesia de Cheleiros, a qual acabou sendo colocada novamente no mapa do vinho português. Curioso, não!? Um brasileiro caiçara, de família húngara, ex-jogador de futebol, atualmente empresário (e surfista nas horas vagas) tornou-se um grande personagem de uma das regiões mais antigas do mundo do vinho. Onde os romanos um dia cultivaram suas vinhas, hoje André Manz constrói uma nova história.

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados

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