Instinct Cabernet Sauvignon

Vinho Tinto Macedônio Instinct Cabernet Sauvignon 2019

Safra 2019 - 750 ml
Vale do Rio Vardar (Distrito de Tikveš) - Macedônia do Norte
Uva(s):
Cabernet Sauvignon,
Harmonização:
Risoto à carbonara, Carne vermelha, Churrasco, Queijos maturados,
Ocasiões:
Montanha e lareira, Jantar romântico, Degustar devagar,
Amadurecimento:
12 meses em barricas de carvalho.
Temperatura de serviço:
18 °C
Teor Alcoólico:
14.5 %
Volume:
750 ml
Potencial de guarda:
Acima de 10 anos.
Tipo
Tinto
Corpo
Encorpado
Aromas
e sabores
Frutas vermelhas
Flores
Especiarias doces
Chocolate
Associados
R$ 121,50
De R$ R$159,00
R$ 135,00
4x R$ 33,75 sem juros
Ou R$ 128,25 à vista no boleto
4 Unidades = R$ 121,50 por unidade
6 Unidades = R$ 116,10 por unidade
Informações sobre este rótulo
O assunto de hoje são os interessantes vinhos da Macedônia, que, apesar de agora estarem se tornando mais conhecidos pelo mundo globalizado, já existem há milênios. De acordo com diversos apontamentos arqueológicos, a vitivinicultura floresce nessa região desde o século XIII a.C., estando intrinsecamente ligada a grandes impérios da antiguidade. A tradição de produzir vinhos era pujante nos tempos áureos do ancestral Reino da Macedônia e perdurou mesmo depois que outros povos ocuparam a região, como romanos, eslavos, búlgaros, bizantinos e turco-otomanos. No entanto, em um período mais recente da história, durante a época do socialismo na Europa Oriental, todas as propriedades vinícolas foram nacionalizadas e combinadas em 13 grandes produtoras. Famílias tradicionalmente conhecidas pelo cultivo de uvas puderam continuar trabalhando, mas tinham que vender tudo para as vinícolas estatais, que atendiam basicamente a extinta Iugoslávia (da qual o território macedônio fazia parte). Esse cenário só pôde ser transformado a partir do fim do socialismo no país e de sua independência em 1991, quando investimentos externos chegaram e sua indústria do vinho começou a ser modernizada, visando também mercados internacionais.

 

A República da Macedônia do Norte, como é reconhecida oficialmente desde janeiro de 2019, está situada na parte central da península balcânica, fazendo fronteira com Kosovo, Sérvia, Bulgária, Grécia e Albânia. A “Pérola dos Bálcãs” continua sendo um dos últimos países vinícolas inexplorados da Europa: um paraíso bucólico com vastos vinhedos, lagos, rios, montanhas e construções históricas. Seu clima está entre o mediterrâneo e o continental, onde os invernos são amenos e os verões são quentes e secos, época em que a temperatura máxima chega à casa dos 45°C. Devido a seus verões extremos, existe ali uma vocação natural para vinhos bastante intensos, sendo que os tintos correspondem a cerca de 80% da produção total. Para se ter uma ideia mais global da posição geográfica da Macedônia no cenário do vinho, a maior parte de seu território está entre as latitudes 41° e 42° do hemisfério norte, ou seja, a mesma faixa de outras regiões consagradas como Puglia (na Itália), Catalunha (na Espanha) e Douro (em Portugal).

 Com seu aspecto árido, rochoso e montanhoso, a porção central da Macedônia simboliza a maior parte da indústria do vinho, onde se situa a macrorregião vinícola do Vale do Rio Vardar. Dentro dessa área está o Distrito de Tikveš, o qual eles próprios chamam de “coração dos vinhedos da Macedônia”, com um terço da produção nacional. O cenário de Tikveš é composto por infinitas fileiras ondulantes de vinhas, que ficam especialmente bonitas no entardecer. A uva mais famosa e cultivada na região é a tinta Vranec, que, apesar de ser nativa de Montenegro, hoje é muito popular nos vinhos macedônios. Essa casta representa cerca de 38% dos vinhedos cultivados no país e aproximadamente 90% de todas as plantações dela no mundo estão na Macedônia do Norte. Os vinhos elaborados com ela costumam ser intensos, tânicos e rústicos, fazendo jus à tradução do nome Vranec, que significa cavalo preto. Além dessa “popstar regional”, existem outras cepas originárias dos Balcãs sendo cultivadas por lá, inclusive, a tentativa de internacionalização dos vinhos fez surgir também Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Riesling, entre outras. Minha expectativa é que nos próximos anos a Macedônia se mostre cada vez mais para o mundo dos vinhos, em uma mistura de modernidade técnica e riqueza histórica. Cheers!

by Sommelier Rodrigo Ferraz | Direitos Reservados


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